Ao menos dois fuzis, cinco carabinas, um rifle, uma pistola e cerca de 7 mil munições faziam parte da coleção de um senhor de 77 anos, morador de Cotia, em São Paulo. Ele tinha esse armamento em casa porque era CAC (Colecionador, Atirador e Caçador), pessoa autorizada a portar e manusear armas. Ainda assim, isso não foi o suficiente para impedir que criminosos invadissem sua residência.  


O CAC, sua esposa, de 61 anos, e o caseiro da propriedade, de 45 anos, foram feitos reféns por quatro assaltantes. Os criminosos agrediram as vítimas, levaram as armas que estavam na casa e, todo esse arsenal, antes guardado legalmente, agora circula sem controle, fortalecendo diretamente o poder de fogo do crime.


E esse não é um caso isolado!


Como o arsenal do crime mudou no Sudeste?

As armas de fogo apreendidas na região mostram uma transformação acelerada: o crime passou a usar pistolas novas, mais potentes e calibres antes restritos às forças de segurança. Essa modernização foi possibilitada pelos desvios de armas do mercado legal para o ilegal, como o que ocorreu na casa do CAC, morador de Cotia.


A pesquisa “Arsenal do Crime: Análise do perfil das armas de fogo apreendidas no Sudeste (2018-2023)”, do Instituto Sou da Paz, analisou 255 mil armas e revela que decisões políticas tomadas a partir de 2019 permitiram a circulação de armamentos mais modernos nas mãos de civis, que rapidamente passaram a abastecer o crime. 

O período entre 2018 e 2023 mostra uma virada no tipo de armamento do crime:

O calibre 9mm, liberado para civis em 2019, quase triplicou sua presença nas apreensões

Pistolas semiautomáticas ultrapassam revólveres em ES, MG e RJ

Fuzis, submetralhadoras e metralhadoras tiveram aumento de 55,8% nas apreensões


Essas armas carregam mais munição e, têm maior potência e maior capacidade de disparo, elevando o risco para civis e policiais.

As armas apreendidas no sudeste

Tipos de armas:

40,6% Revólver 

27,9% Pistolas 

17,9% Espingardas


Calibres:

23,2% .38 Special

12,6% .32 SW long 

10,2% 9x19mm 


Origem:

57,3% Brasil

4,1% Estados Unidos

3,3% Áustria 


Baixe a pesquisa e confira os dados do seu estado!


Modernização do crime exige respostas modernas

  • Fortalecer unidades de rastreamento e inteligência (como as DESARME, delegacias especializadas em tráfico de armas)
  • Padronizar registros de armas apreendidas
  • Aprimorar políticas de controle de armas com base em evidências

Acesse o relatório completo e os dados de cada estado!

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